terça-feira, 23 de dezembro de 2008

São Paulo, 21 de dezembro de 2008.

Sete e meia da manhã, levanto-me ao som desesperador do despertador. Salto da cama... por quê???
Yakult, iogurte, água, chinelo, roupa preta, olheiras, mau humor, correria, cinco quarteirões em passos largos e mais um dia de trabalho começa, mas é domingo! O penúltimo do ano, dia longo, limpeza, frango assado, calor e de repente uma chuva terrível, daquelas que alaga tudo.
Ilhada no trabalho, justo na hora e ir embora!!! E São Paulo inundada por causa do lixo e do descaso.

Após o concurso a irmã imaginária me espera... O último dia do ano juntas: irmãs imaginárias juntas depois de quinze dias de trabalho árduo e estudo intenso. Cerveja no boteco da Bela Cintra, frases alemãs, sonhos virando realidade, colocando os pés no chão e planos para o nosso futuro ( eu sou a velhinha estranha HAHA!!), cigarros sem tragos, risadas e ... perdeu o ônibus!!!
Mais correria, caos no trânsito, domingo a noite? É a chuva que destrói...
Rebouças, trombadas, perdidas... cadê a Barra Funda??? Ligações, a chuva e a Reunidas, reunidas para boicotar a viagem.

Barra Funda, correria, a mala cai e um papai noel dorme em meio às malas todas cheias de presentes. A máquina do café quebrou, mas tem o chocolate!! Quatro reais, cinqüenta mililitros de água suja de nescau e uma puta amargura na boca!!!
Ônibus pronto, copo no lixo e nossa última noite do ano não poderia ser diferente: cerveja, risadas, perdidas no trânsito, arte, música, sonhos e as irmãs imaginárias imaginando como seria a vida se não houvessem turbulências!

O ano de 2009 será melhor, mais loucuras, independência, muito mais sonhos, arte, música e as conversas imaginárias no nosso silêncio etéreo!

Um comentário:

  1. Narrativa ... prosa, posesia, sacho cheio e alegria. É isso, meu! É isso que eu espero. Que sua veia salte, que a velha estranha grite e que sua vida seja plena. De arte, de humor, de amor.

    Tô feliz.

    Beijos.

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