Não! Não!
Não pode falar palavrão
Não pode gargalhar
Por o pé no chão
Filosofar
Não preciso dos seus modos
Nem das suas regras
Do seu jeito tosco
Porque eu gosto mesmo
Do burburinho da multidão
De ficar descalça e soltar um palavrão
De gente que ri e se abraça
De gente quente
De gente!!!
Sem modos, sem regras
De gente que arde
De gente que sente!
Não preciso da sua hipocrisia
Só preciso dessa gente
Só preciso amar, amar e cantar
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Mulher
Uma fera!
E tem que sorrir
Tem que ser linda,
Forte, sábia,
Tem que ser mulher
Escondida sob a fera
É frágil à espera do seu homem
Agüenta toda a dor
Estuda, trabalha, sangra
É mãe, amiga, esposa, é criança
Fiel a si mesma
Segura sobre si e seus instintos
Chora, grita, sofre
Ama loucamente
Pede colo, faz pirraça,
Tem mistério
E tem que ser linda
Forte
Tem que sorrir
Escrava do mercado e
Seu machismo
Quando foge
É leoa...
Mais forte que homem
Densa, certeira, rápida, eficaz
Fala grosso, grita alto
Bate no peito
Impõe respeito
Dona de si
Faminta, libidinosa
Louca de desejo
Prestes a explodir
E tem que ser linda
Sábia, sóbria, magra
Tem que ser mulher
Linda mulher
Sempre sua, nua
Sempre só
Carente, dengosa, suave
Só
Mas sorri, é forte e linda
É mulher!
E tem que sorrir
Tem que ser linda,
Forte, sábia,
Tem que ser mulher
Escondida sob a fera
É frágil à espera do seu homem
Agüenta toda a dor
Estuda, trabalha, sangra
É mãe, amiga, esposa, é criança
Fiel a si mesma
Segura sobre si e seus instintos
Chora, grita, sofre
Ama loucamente
Pede colo, faz pirraça,
Tem mistério
E tem que ser linda
Forte
Tem que sorrir
Escrava do mercado e
Seu machismo
Quando foge
É leoa...
Mais forte que homem
Densa, certeira, rápida, eficaz
Fala grosso, grita alto
Bate no peito
Impõe respeito
Dona de si
Faminta, libidinosa
Louca de desejo
Prestes a explodir
E tem que ser linda
Sábia, sóbria, magra
Tem que ser mulher
Linda mulher
Sempre sua, nua
Sempre só
Carente, dengosa, suave
Só
Mas sorri, é forte e linda
É mulher!
sábado, 18 de julho de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Sinto em você cores astrais
Nesse vago, lento, denso corpo
febre, frágil corpo... são!
Vejo em você versos a mais
Mas conheço, quero, luto,
nego tudo, leve, verso... não!
Você me conhece
E eu... ilusão!
Você reconhece
E eu... solidão!
Sinto em você versos astrais
Nesse lento, denso, vago corpo,
frágil febre... não!
Vejo em você cores a mais
À medida que o tempo passa,
versos, sonhos... vão!
Mas conheço, nego, quero tudo leve,
verso, luto.... são!
Nesse vago, lento, denso corpo
febre, frágil corpo... são!
Vejo em você versos a mais
Mas conheço, quero, luto,
nego tudo, leve, verso... não!
Você me conhece
E eu... ilusão!
Você reconhece
E eu... solidão!
Sinto em você versos astrais
Nesse lento, denso, vago corpo,
frágil febre... não!
Vejo em você cores a mais
À medida que o tempo passa,
versos, sonhos... vão!
Mas conheço, nego, quero tudo leve,
verso, luto.... são!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Mudanças na vida
Tudo ao mesmo tempo
Agora!
Cama, coisas, carro
Casa nova!
Todos se movimentam
Felizes daqueles que têm amigos e
São amados apesar do que são!
Cachaça da branca
Dias e noites sem fim
Padaria, cachorros
Uma gelada ás 10h da manhã
Amizades instantâneas
A metrópole parece-me o interior
e a nostalgia dá um nó na alma
e no coração.
Tudo ao mesmo tempo
Agora!
Cama, coisas, carro
Casa nova!
Todos se movimentam
Felizes daqueles que têm amigos e
São amados apesar do que são!
Cachaça da branca
Dias e noites sem fim
Padaria, cachorros
Uma gelada ás 10h da manhã
Amizades instantâneas
A metrópole parece-me o interior
e a nostalgia dá um nó na alma
e no coração.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Psicologia
Aqui estou numa discussão
Dos sentidos e significados
Sentindo o significado do momento.
Dentro dessa discussão da materialidade discutível
Do indiscutível sentido
Não paro para pensar!!
Sinto, sinto.... o material.
Ao léo, o princípio de tudo
É o fim do começo.
Divago sobre assuntos
Aproprio-me da discussão,
Envolvo-me??
Sem querer é minha, é árdua...
A louca apropriação da realidade.
Novamente, aqui..
É o meu significado,
encontro-me nas teorias e compreendo
De maneira incompreedida.
Mais um papagaio??
Ouço... Não sou... Sou livre...
Aqui estou:
Apreciando, ouvindo e incompreendendo!
Dos sentidos e significados
Sentindo o significado do momento.
Dentro dessa discussão da materialidade discutível
Do indiscutível sentido
Não paro para pensar!!
Sinto, sinto.... o material.
Ao léo, o princípio de tudo
É o fim do começo.
Divago sobre assuntos
Aproprio-me da discussão,
Envolvo-me??
Sem querer é minha, é árdua...
A louca apropriação da realidade.
Novamente, aqui..
É o meu significado,
encontro-me nas teorias e compreendo
De maneira incompreedida.
Mais um papagaio??
Ouço... Não sou... Sou livre...
Aqui estou:
Apreciando, ouvindo e incompreendendo!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
domingo
O pequeno homem caido no chão
No tapete ele dorme
Cansou sua mão
Tocou, tocou... dormiu
O violão trocou de mão
O teclado funciona!
Violão, tapete, carron, pastas
e o pequeno homem no chão
O teclado funciona!
Voz e som.... medo...
Teatro, música, poesia...
Nada dito
nada combinado
Nunca aos domingos...
Já é segunda!
No tapete ele dorme
Cansou sua mão
Tocou, tocou... dormiu
O violão trocou de mão
O teclado funciona!
Violão, tapete, carron, pastas
e o pequeno homem no chão
O teclado funciona!
Voz e som.... medo...
Teatro, música, poesia...
Nada dito
nada combinado
Nunca aos domingos...
Já é segunda!
ET
Frio na barriga, coração na boca
Noite intensa, lagartas na parede, "piripaques"
Coração, loucura, na boca intensa,
nas pernas e barriga trêmulas...
Sonho, imagens...
É um extra-terrestre?
ET ET
ET dos meus sonhos.
És real?
Espero ansiosamente que abra os olhos,
abra os braços e a mente!
És real?
Espero-te entre os "piripaques"...
Na parede, coração louco como lagarta entre as pernas
na boca...
trêmula barriga.....
Ainda te espero na insana perna que treme
com imagens entre o coração e a mente.
Noite intensa, lagartas na parede, "piripaques"
Coração, loucura, na boca intensa,
nas pernas e barriga trêmulas...
Sonho, imagens...
É um extra-terrestre?
ET ET
ET dos meus sonhos.
És real?
Espero ansiosamente que abra os olhos,
abra os braços e a mente!
És real?
Espero-te entre os "piripaques"...
Na parede, coração louco como lagarta entre as pernas
na boca...
trêmula barriga.....
Ainda te espero na insana perna que treme
com imagens entre o coração e a mente.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Nada
Eu sou o que nunca serei
Não tenho nada que seja meu
Minha vida atrasei
E hoje vivo nesse breu
Essa casa não é minha
Não tenho nada, nem ninguém
Só tenho a mente que aporrinha
O meu espaço e meu além
Perto das artes e longe das formas
Fácil pegar, difícil amar
Me procuro nesse breu
Nesse nada, nessa casa
Nessa sala, nessa vala
Na vida atrasada
Só procuro o meu eu
Mente, nada, breu, além
Espaço, nunca, vida
Sem, nada, tudo, o que e à quem?
Amor, arte, forma...
A dor, parte, goza...
Pra quem??
Não tenho nada que seja meu
Minha vida atrasei
E hoje vivo nesse breu
Essa casa não é minha
Não tenho nada, nem ninguém
Só tenho a mente que aporrinha
O meu espaço e meu além
Perto das artes e longe das formas
Fácil pegar, difícil amar
Me procuro nesse breu
Nesse nada, nessa casa
Nessa sala, nessa vala
Na vida atrasada
Só procuro o meu eu
Mente, nada, breu, além
Espaço, nunca, vida
Sem, nada, tudo, o que e à quem?
Amor, arte, forma...
A dor, parte, goza...
Pra quem??
Não interessa
O que parece meu bem
É o que realmente é
Estamos todos loucos, insanos
Prontos pra gritar
Vai tomar no cu!!!
Não interessa meu bem
Sua posição nesse lugar
O que pensou, amou, largou
Ficou ou deixou de ficar
O problema é seu!!
Mas é que vou mais além
Só praticando o meu bem
Eu vou amar, correr, gritar, cantar
Mas muito longe daí!
Bem longe daí!
A sorte é minha e
O problema é seu!!!!!
É o que realmente é
Estamos todos loucos, insanos
Prontos pra gritar
Vai tomar no cu!!!
Não interessa meu bem
Sua posição nesse lugar
O que pensou, amou, largou
Ficou ou deixou de ficar
O problema é seu!!
Mas é que vou mais além
Só praticando o meu bem
Eu vou amar, correr, gritar, cantar
Mas muito longe daí!
Bem longe daí!
A sorte é minha e
O problema é seu!!!!!
Chácara
Virou a cabeça
Subiu no telhado, fumou um cigarro
Bebeu a tequila, puxou a mangueira
A grama cresceu, deitou na rede
Mudou de casa, o cachorro mordeu.
Quem dera mordesse sempre!
Enrolamos a mangueira
Aparamos a grama
A água chegou
Casa vazia, cachorro preso
Cabeça virada, grama aparada
Cigarro na boca, plantas no vaso
Tequila no copo e na rede... o cão
A água chegou
Banho tomado, grama molhada
A água chegou
Mangueira enrolada
Grama aparada
A água chegou
Subiu no telhado, fumou um cigarro
Bebeu a tequila, puxou a mangueira
A grama cresceu, deitou na rede
Mudou de casa, o cachorro mordeu.
Quem dera mordesse sempre!
Enrolamos a mangueira
Aparamos a grama
A água chegou
Casa vazia, cachorro preso
Cabeça virada, grama aparada
Cigarro na boca, plantas no vaso
Tequila no copo e na rede... o cão
A água chegou
Banho tomado, grama molhada
A água chegou
Mangueira enrolada
Grama aparada
A água chegou
Combate
Venha!!
Aceito o combate
Lutaremos a noite inteira
Até o sol raiar
Será uma luta e tanto, com direito a sangue
E cenário cinematográfico
Cairemos no chão e levantaremos
Milhões de vezes
Não terá fim
Ficaremos cansados,
Descansaremos,
Continuaremos lutando.
Será a luta dos séculos
Com efeitos sonoros e visuais
E se por acaso acabar
Estaremos um sobre o outro num sono profundo
Revigorando o corpo para mais uma combate
De paixão, tesão e prazer.
Aceito o combate
Lutaremos a noite inteira
Até o sol raiar
Será uma luta e tanto, com direito a sangue
E cenário cinematográfico
Cairemos no chão e levantaremos
Milhões de vezes
Não terá fim
Ficaremos cansados,
Descansaremos,
Continuaremos lutando.
Será a luta dos séculos
Com efeitos sonoros e visuais
E se por acaso acabar
Estaremos um sobre o outro num sono profundo
Revigorando o corpo para mais uma combate
De paixão, tesão e prazer.
Deixe
Deixe teus olhos
Tudo já foi
Deixe-os marrons
Brilhantes,
Inertes,
Parados em mim
Tudo já foi
E aqui estão
Pedindo
Cantando
Parados...
Em mim.
Tudo já foi
Deixe-os marrons
Brilhantes,
Inertes,
Parados em mim
Tudo já foi
E aqui estão
Pedindo
Cantando
Parados...
Em mim.
Divisão
Divisão da alma madura
Imatura sob a carência
Insensatez, sensatez demasiada
Encantamento pela voz embriagante
Amizade camuflada
Camaleão envolto aos momentos tentadores
Enganação!
Inteira admiração
Pelo ser existente naquele corpo
Que ofusca a visão
Na aglomeração com a epiderme do outro ser
Incógnita contínua
Fere a alma
Condena o toque.
Imatura sob a carência
Insensatez, sensatez demasiada
Encantamento pela voz embriagante
Amizade camuflada
Camaleão envolto aos momentos tentadores
Enganação!
Inteira admiração
Pelo ser existente naquele corpo
Que ofusca a visão
Na aglomeração com a epiderme do outro ser
Incógnita contínua
Fere a alma
Condena o toque.
Comodismo
E vem o comodismo
Sufocando inovações
E vem a maleita
Entediando o dia
E vem a mágoa
Transtornando a mente
O ódio corroendo o peito
As profecias
Torturando loucos
O dia a dia
Desgastando o corpo
A beleza
Paralizando o fluxo
A música
Arejando a alma
O amor suprindo carências
E vem Jesus Cristo
Tirando o povo da miséria!
Sufocando inovações
E vem a maleita
Entediando o dia
E vem a mágoa
Transtornando a mente
O ódio corroendo o peito
As profecias
Torturando loucos
O dia a dia
Desgastando o corpo
A beleza
Paralizando o fluxo
A música
Arejando a alma
O amor suprindo carências
E vem Jesus Cristo
Tirando o povo da miséria!
ensurdecedor
Ensurdecedor!!
Eis o grito
Da alma pura
Da forma pura
Estupendo calor exala do corpo são
Às vezes sóbrio
Às vezes tenso...
E assim degusto o amor
E tento digerir a dor
Eis o grito
Da alma pura
Da forma pura
Estupendo calor exala do corpo são
Às vezes sóbrio
Às vezes tenso...
E assim degusto o amor
E tento digerir a dor
escrever
Escrever é um dom
Se nasci com tal
Está fora de tom
Como um recital malfeito
Que se acaba
De repente por tentar e pensar demais
Sem deixar fluir
De repente por amar
Reprimir esse amor
Não poder sentir
Se nasci com tal
Está fora de tom
Como um recital malfeito
Que se acaba
De repente por tentar e pensar demais
Sem deixar fluir
De repente por amar
Reprimir esse amor
Não poder sentir
poeira
Essa poeira que trouxe de lá
Sempre quis que visitasse meu lar
Mesmo depois desse chão
Mesmo depois de ir embora
No meio da muzenza e do maracatu
Ainda a ouço cantar
O canto que mexe que bole que dói no peito de cantar
Essa poeira que leva pra lá
Sempre quis a visita em meu lar
No meio do terreiro e do serrado
Ainda a ouço cantar
O canto que bole que mexe que dói no peito de amar
Sempre quis que visitasse meu lar
Mesmo depois desse chão
Mesmo depois de ir embora
No meio da muzenza e do maracatu
Ainda a ouço cantar
O canto que mexe que bole que dói no peito de cantar
Essa poeira que leva pra lá
Sempre quis a visita em meu lar
No meio do terreiro e do serrado
Ainda a ouço cantar
O canto que bole que mexe que dói no peito de amar
Igual
Tudo continua igual
Muda uma coisa aqui, outra acolá
Mas no geral, tudo igual
Certas convenções nos convence de que tudo muda mas
Continua tudo igual
Projetos e idéias futuras surgem nos assuntos boêmios
Mudamos o mundo
Revolucionamos nossas vidas
Falamos de guerra, paz, livros, natureza, música e no fim,
Tudo igual
A realidade é um banho no degelo ártico
Continuamos sonhando e tendo esperança
E a esperança contagia a todo momento
A realidade corrói, deturpa, destrói a cada instante.
Muda uma coisa aqui, outra acolá
Mas no geral, tudo igual
Certas convenções nos convence de que tudo muda mas
Continua tudo igual
Projetos e idéias futuras surgem nos assuntos boêmios
Mudamos o mundo
Revolucionamos nossas vidas
Falamos de guerra, paz, livros, natureza, música e no fim,
Tudo igual
A realidade é um banho no degelo ártico
Continuamos sonhando e tendo esperança
E a esperança contagia a todo momento
A realidade corrói, deturpa, destrói a cada instante.
Insônia
O tempo não passa
A noite não tem fim
Olho para o relógio e
um minuto leva horas pra passar
pensamentos estranhos passam por minha cabeça
e a ansiedade me corrói por dentro.
E assim levo a vida
Uma cerveja é o início de tudo
E como disse o poeta dos Anjos
“Felizmente existe o álcool na vida,
Uns tomam éter outros cocaína”
Eu tomo o álcool
E o álcool me consola
A embriaguez toma conta do meu ser
Esse ser cheio de dúvidas
Desejos e que no meio da multidão, continua sozinho
E é assim que levo a vida
Contemplando poetas
Ingerindo álcool, acendendo um cigarro
Vendo as horas que passam lentamente
E querendo mais, muito mais
Querendo sentir algo que realmente faça sentido
Nesse mundo que não tem sentido algum
E acendo mais um cigarro
Tomo mais uma cerveja
E continuo levando a vida
A noite não tem fim
Olho para o relógio e
um minuto leva horas pra passar
pensamentos estranhos passam por minha cabeça
e a ansiedade me corrói por dentro.
E assim levo a vida
Uma cerveja é o início de tudo
E como disse o poeta dos Anjos
“Felizmente existe o álcool na vida,
Uns tomam éter outros cocaína”
Eu tomo o álcool
E o álcool me consola
A embriaguez toma conta do meu ser
Esse ser cheio de dúvidas
Desejos e que no meio da multidão, continua sozinho
E é assim que levo a vida
Contemplando poetas
Ingerindo álcool, acendendo um cigarro
Vendo as horas que passam lentamente
E querendo mais, muito mais
Querendo sentir algo que realmente faça sentido
Nesse mundo que não tem sentido algum
E acendo mais um cigarro
Tomo mais uma cerveja
E continuo levando a vida
Lírio
É ele!
Sei que é
Tento vê-lo...
A neblina ofusca a visão
Sim, é ele!
Cheio de lama à sua volta
Desabrocha lentamente...
Meu corpo está inerte
Não consigo ajuda-lo
Mas ele é forte e essa imensa força
Há de tira-lo da lama...
Agora posso vê-lo com muita clareza
Brilha muito, muito
Causa-me efeitos alucinógenos
A menina dos meus olhos está se afogando
Num gigantesco mar de sangue
Quando sai por inteiro
A alucinação transforma-se em paz
É ele!
O lírio nascido do lodo!
Que saiam todos
Que o mundo se acabe
Mas que fique o lírio
O meu lírio!!!
Sei que é
Tento vê-lo...
A neblina ofusca a visão
Sim, é ele!
Cheio de lama à sua volta
Desabrocha lentamente...
Meu corpo está inerte
Não consigo ajuda-lo
Mas ele é forte e essa imensa força
Há de tira-lo da lama...
Agora posso vê-lo com muita clareza
Brilha muito, muito
Causa-me efeitos alucinógenos
A menina dos meus olhos está se afogando
Num gigantesco mar de sangue
Quando sai por inteiro
A alucinação transforma-se em paz
É ele!
O lírio nascido do lodo!
Que saiam todos
Que o mundo se acabe
Mas que fique o lírio
O meu lírio!!!
Merda e Arte
Faz-me sentir dor
Pela maldade das palavras
Que pena! Não sabe o que diz
O mal que faz
Alma indigna de lealdade,
Não sabe o que diz.
Pena e asco...
E continua fazendo arte
Música e poesia
O verme hipócrita condena e deturpa
É um tumor cerebral
Induz ao pensamento insano
Faz merda e arte
Vai além de marte
Não sabe o que é amor.
Pela maldade das palavras
Que pena! Não sabe o que diz
O mal que faz
Alma indigna de lealdade,
Não sabe o que diz.
Pena e asco...
E continua fazendo arte
Música e poesia
O verme hipócrita condena e deturpa
É um tumor cerebral
Induz ao pensamento insano
Faz merda e arte
Vai além de marte
Não sabe o que é amor.
Realidade
Jogada às traças
Como um vira-lata, sem nada
Recolhendo as migalhas
Nas latas do lixo tóxico, alcalino
Daquele verme inquilino
Promiscuidade e diferença social imposta!
Insanidade e loucura
Na mágoa que antecedeu o amor
No amor que era raiva
E transformou-se em ódio pelo filho pródigo
Que não mais voltará!
Como um vira-lata, sem nada
Recolhendo as migalhas
Nas latas do lixo tóxico, alcalino
Daquele verme inquilino
Promiscuidade e diferença social imposta!
Insanidade e loucura
Na mágoa que antecedeu o amor
No amor que era raiva
E transformou-se em ódio pelo filho pródigo
Que não mais voltará!
São Paulo
Açaí na tigela, sucos, cerveja e conversa fiada. Ao som de Zé Ramalho e vendo Tom Zé no Jô Soares.
A conversa era realmente fiada, tão fiada que entrei em depressão e minha cabeça começou a doer. O que achei que iria tirar de letra e também gostar, me fez mal.
Estar aqui é ilusão. A saudade aumenta a cada minuto. Quero ir embora!
Na verdade, nem sei mais o que quero e então, acendo um cigarro e enfio a cara no livro, isso é o que tem me dado prazer. Deitar na rede, dar cerveja ao veado, olhar a chuva que cai também me agrada.
O frio aumenta gradativamente, ontem fez um calor infernal.
As luzes de São Paulo me deixaram atordoada, a carne de sol com baião de dois e a manteiga da terra me fizeram mal, mas o forró... isso sim foi engraçado, aquele velho anão dançarino fez-me gargalhar... Há tempos não via tantos velhos juntos. Eita bailão da terceira idade, que me fez rir muito e dançar pra valer com o velho anão! Me diverti um bocado e adorei o velho anão!
Depois, final de noite, açaí na tigela, sucos, cerveja e muita conversa jogada fora, ao som de Zé Ramalho e vendo Tom Zé no programa do Jô.
A conversa era realmente fiada, tão fiada que entrei em depressão e minha cabeça começou a doer. O que achei que iria tirar de letra e também gostar, me fez mal.
Estar aqui é ilusão. A saudade aumenta a cada minuto. Quero ir embora!
Na verdade, nem sei mais o que quero e então, acendo um cigarro e enfio a cara no livro, isso é o que tem me dado prazer. Deitar na rede, dar cerveja ao veado, olhar a chuva que cai também me agrada.
O frio aumenta gradativamente, ontem fez um calor infernal.
As luzes de São Paulo me deixaram atordoada, a carne de sol com baião de dois e a manteiga da terra me fizeram mal, mas o forró... isso sim foi engraçado, aquele velho anão dançarino fez-me gargalhar... Há tempos não via tantos velhos juntos. Eita bailão da terceira idade, que me fez rir muito e dançar pra valer com o velho anão! Me diverti um bocado e adorei o velho anão!
Depois, final de noite, açaí na tigela, sucos, cerveja e muita conversa jogada fora, ao som de Zé Ramalho e vendo Tom Zé no programa do Jô.
Sono
Ao sono intenso
Humor azedo
Ostracismo contido
Contraído, guardado
Mantra, limpeza
Sem idéias
Sem amores
Sem dilemas
O que pensamos?
Desculpa!
Humor azedo
Ostracismo contido
Contraído, guardado
Mantra, limpeza
Sem idéias
Sem amores
Sem dilemas
O que pensamos?
Desculpa!
Lembranças
Contenha a fúria da lembrança
Onde está a desconfiança
Do que ainda está por vir
Daquela relva
Do caminho a seguir
Daquela selva
De um bicho a grunhir
Lá nos montes mais distantes
De uma serra abandonada
Que ainda guardam os instantes
Dessa vida amargurada
Resgate agora seu amor
Mate a sombra do passado
Esqueça toda aquela dor
Enterre o fato consumado
Onde está a desconfiança
Do que ainda está por vir
Daquela relva
Do caminho a seguir
Daquela selva
De um bicho a grunhir
Lá nos montes mais distantes
De uma serra abandonada
Que ainda guardam os instantes
Dessa vida amargurada
Resgate agora seu amor
Mate a sombra do passado
Esqueça toda aquela dor
Enterre o fato consumado
de repente
De repente bêbada
Louca, insana
Sinto a presença
O calor, o amor
Sentimentos integrados
Mente, alma
Loucos, bêbados
Maravilhas absurdas
Irrealidade e sono
Bêbada, com sono
Cerveja, cigarro, copo
Amigos
Tontura.....
Tonta estou
Louca eu vou
Louca, insana
Sinto a presença
O calor, o amor
Sentimentos integrados
Mente, alma
Loucos, bêbados
Maravilhas absurdas
Irrealidade e sono
Bêbada, com sono
Cerveja, cigarro, copo
Amigos
Tontura.....
Tonta estou
Louca eu vou
Liberdade
Deixe-me ser livre
E que essa liberdade me traga luz
E que essa luz me traga paz
E que essa paz me traga amor
Puro e simples
Que na simplicidade do amor
Venha-me a paixão
E que essa paixão seja forte
Intensa, brilhante
E que tenha fogo
E que esse fogo seja verdadeiramente ardente
Para arder-me intimamente
Deixe-me ser livre
Deixe-me ter paz
Luz, amor
Deixe-me ter paixão,
Fogo
Deixe-me sentir a ardência desse fogo
Queimando meu corpo
Fazendo-me tremer
De paixão
Desejo
Tesão!
E que essa liberdade me traga luz
E que essa luz me traga paz
E que essa paz me traga amor
Puro e simples
Que na simplicidade do amor
Venha-me a paixão
E que essa paixão seja forte
Intensa, brilhante
E que tenha fogo
E que esse fogo seja verdadeiramente ardente
Para arder-me intimamente
Deixe-me ser livre
Deixe-me ter paz
Luz, amor
Deixe-me ter paixão,
Fogo
Deixe-me sentir a ardência desse fogo
Queimando meu corpo
Fazendo-me tremer
De paixão
Desejo
Tesão!
Falta
Falta a saliva
O beijo amargo
Falta o grito de dor
Formas de expressão
Falta o conteúdo explícito
Uma folha seca
O choro engasgado
O riso amarelo
Uma gota
O chão
Ah! Meu deus....
Falta o chão
Falta o canto incontido
Contendo emoções
Faltam as coisas
“Ah! São tão fortes as coisas,
Mas eu não sou as coisas”
Falta-me a força
Falta o demasiado, o puro
O pouco, o triste, o corpo
Falta a noite
O cantar dos galos
As estrelas
Falta um copo
Um cigarro, um violão
O bocejo, uma canção
Falta o beijo de amor
Falta fazer amor!
Falta a verdade, a arte
Todos os sons e tons
Falta a criança
E a brisa em meu rosto
Arrepia-me a pele
E me engole a aura.
O beijo amargo
Falta o grito de dor
Formas de expressão
Falta o conteúdo explícito
Uma folha seca
O choro engasgado
O riso amarelo
Uma gota
O chão
Ah! Meu deus....
Falta o chão
Falta o canto incontido
Contendo emoções
Faltam as coisas
“Ah! São tão fortes as coisas,
Mas eu não sou as coisas”
Falta-me a força
Falta o demasiado, o puro
O pouco, o triste, o corpo
Falta a noite
O cantar dos galos
As estrelas
Falta um copo
Um cigarro, um violão
O bocejo, uma canção
Falta o beijo de amor
Falta fazer amor!
Falta a verdade, a arte
Todos os sons e tons
Falta a criança
E a brisa em meu rosto
Arrepia-me a pele
E me engole a aura.
Som
Fazer um som
Sentir a vibração do tempo
Conduzir o som
Bater no peito
Bater a cara no vento
Cheirar o som
Gritar a música
Estourar os tímpanos da mesmice
E arrepiar a alma
Sentir a vibração do tempo
Conduzir o som
Bater no peito
Bater a cara no vento
Cheirar o som
Gritar a música
Estourar os tímpanos da mesmice
E arrepiar a alma
Meu canto
Meu canto é minha vida
É o grito engasgado
A noite sofrida
O coração enganado
A saudade contida
O meu canto
É um canto perdido
No choro escondido
Em um dos cantos
Que me parecem tantos,
De um quarto esquecido!
É o grito engasgado
A noite sofrida
O coração enganado
A saudade contida
O meu canto
É um canto perdido
No choro escondido
Em um dos cantos
Que me parecem tantos,
De um quarto esquecido!
Barriga
Minha barriga é grande
É do tamanho do mundo
Nela,
gestos, desenganos, desamores
Eus desconhecidos
Extrato de gente
Algum doente
Presente nos papos de fino trato
É do tamanho do mundo
Nela,
gestos, desenganos, desamores
Eus desconhecidos
Extrato de gente
Algum doente
Presente nos papos de fino trato
Só
Só
Sozinha
Talvez alguém pensante
Só
Na minha solistência apenas
Viajo
Porque dentro de mim há estradas
Que levam a lugar nenhum
E ao instrumento que toco
Canto
Encontrando as notas em mim
Sozinha
Talvez alguém pensante
Só
Na minha solistência apenas
Viajo
Porque dentro de mim há estradas
Que levam a lugar nenhum
E ao instrumento que toco
Canto
Encontrando as notas em mim
A Cozinha Fala
A COZINHA FALA
ABOBRINHA
FALA CULT
FALA ALTO
SOBRA RANGO
FALTA ÁLCOOL
A COZINHA ÁLCOOL
FUNGHI SECCI
É UM TESOURO
PEGA O VINHO
TRAZ O LOURO
A COZINHA ALTA
A MANDIOCA
BATE TUDO
COM PIMENTA
CARNE SECA
ESCONDIDINHA
ABOBRINHA CULT
COM PIMENTA
PEGA O VINHO
É UM TESOURO
E A COZINHA
ELA FALA...
ABOBRINHA
FALA CULT
FALA ALTO
SOBRA RANGO
FALTA ÁLCOOL
A COZINHA ÁLCOOL
FUNGHI SECCI
É UM TESOURO
PEGA O VINHO
TRAZ O LOURO
A COZINHA ALTA
A MANDIOCA
BATE TUDO
COM PIMENTA
CARNE SECA
ESCONDIDINHA
ABOBRINHA CULT
COM PIMENTA
PEGA O VINHO
É UM TESOURO
E A COZINHA
ELA FALA...
Thaís e Bruna
DE FÉ E DE BALADA
DE SOM E DE FERVO
VENTO DO NADA
CAIPIRAS NO NADA
E NADA ACONTECE
NAS CONVERSAS ETÉREAS!!
NO FINAL,
COM FÉ NO SOM,
NO FERVO DA BALADA....
IRMÃS IMAGINÁRIAS!!
DE SOM E DE FERVO
VENTO DO NADA
CAIPIRAS NO NADA
E NADA ACONTECE
NAS CONVERSAS ETÉREAS!!
NO FINAL,
COM FÉ NO SOM,
NO FERVO DA BALADA....
IRMÃS IMAGINÁRIAS!!
Triálogo
Bombas...
Essa cidade tem várias bombas!
E por que você não pulou???
Era tão baixinho...
Mas um dia todo mundo tem que morrer!
Ah! Mas eu não estava com vontade e nem doeu minhas costas!
Mas e a costela?
É que a dor dentro do buraco...
Bom, tomei injeção e desinflamou.
Leve-a para a cozinha e fume na sala!
A viagem dos filmes toscos
A bagagem do ódio pelos "I Tunes"
EU ODEIO OS FONES!!!!!
Onde estarão as músicas? As trouxe todas, cadê?
E a visinha, visita e está à vista.
Olha o Jonh!!!
Eu adoro esse negão
Putz
Eu moro no bairro do bexiga e amo a santa querupita!!
Sacolé???
Essa cidade tem várias bombas!
E por que você não pulou???
Era tão baixinho...
Mas um dia todo mundo tem que morrer!
Ah! Mas eu não estava com vontade e nem doeu minhas costas!
Mas e a costela?
É que a dor dentro do buraco...
Bom, tomei injeção e desinflamou.
Leve-a para a cozinha e fume na sala!
A viagem dos filmes toscos
A bagagem do ódio pelos "I Tunes"
EU ODEIO OS FONES!!!!!
Onde estarão as músicas? As trouxe todas, cadê?
E a visinha, visita e está à vista.
Olha o Jonh!!!
Eu adoro esse negão
Putz
Eu moro no bairro do bexiga e amo a santa querupita!!
Sacolé???
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