quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Lírio

É ele!
Sei que é
Tento vê-lo...
A neblina ofusca a visão
Sim, é ele!
Cheio de lama à sua volta
Desabrocha lentamente...
Meu corpo está inerte
Não consigo ajuda-lo
Mas ele é forte e essa imensa força
Há de tira-lo da lama...
Agora posso vê-lo com muita clareza
Brilha muito, muito
Causa-me efeitos alucinógenos
A menina dos meus olhos está se afogando
Num gigantesco mar de sangue
Quando sai por inteiro
A alucinação transforma-se em paz
É ele!
O lírio nascido do lodo!
Que saiam todos
Que o mundo se acabe
Mas que fique o lírio
O meu lírio!!!

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